Você está aqui: Página Inicial / Eventos / I Encontro Afro-Latino

I Encontro Afro-Latino

 

Em sua primeira edição, o encontro Afro-Latino trouxe para o centro do debate contemporâneo a data de 25 de maio, dia da África e uma multiplicidade de temas referentes às questões africanas, a fim de propor um diálogo mais equitativo que propiciasse o encontro e experiências diversificadas entre os estudantes participantes do convênio Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e a comunidade acadêmica como um todo.  

   


OFICINA DE GASTRONOMIA

Para aquecer o corpo e a mente dos participantes, deu-se, antes do início da palestra de abertura, a oficina de gastronomia, organizada pela equipe da PROGRAD/DPAE e coordenada pela estudante PEC-G graduanda do curso de nutrição Rebecca Kápia, em parceria com outros três estudantes PEC-G da Unirio originários da Bolívia, Peru e Gana e uma estudante guineense vinculada ao Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG) da UFRJ.

 

Buscou-se retratar, de algum modo, essa integração cultural sul-sul, incluindo pratos típicos da culinária. Privilegiando a polifonia dos países participantes, as receitas foram elaboradas também na língua falada no cotidiano de origem desses povos. 

RECEITAS

 

Clique aqui para assistir o vídeo da Oficina Gastronômica

 

PALESTRAS 

Enquanto os pratos estavam em processo de elaboração, aconteceu no auditório Tercio Pacitti, no campus CCET/IBIO, a abertura do evento, com a palestra cujo tema foi Conhecendo as “Áfricas”: Passado e Presente, ministrada pelo convidado Humberto Gomes (Pesquisador especialista em História e geografia africana UFRRJ), estudantes vinculados ao PEC-PG e membros da associação de estudantes guineenses do Rio de Janeiro (AEG- RJ). Esse momento reuniu gestores, estudantes, pesquisadores e professores de linguagens diversas, como a moda e o cinema.

A palestra trouxe para o centro do debate a Interculturalidade crítica em educação, reconhecendo a necessidade de abertura de espaços para a divulgação de conhecimento e a produção de saberes, potencializando os sujeitos do sul a narrarem em seus próprios termos a sua própria história.

Após o almoço, houve um desfile de estudantes, professores e funcionários usando trajes africanos. Em seguida, procedeu-se à exibição do documentário Legados Civilizatórios da África, no qual o historiador Elikia M'Bokolo, natural do Congo, lembrou a importância da coleção da UNESCO História Geral da África, composta por oito volumes e elaborada por historiadores de diversas nações africanas. Após o documentário, houve um debate com a participação dos organizadores do evento, convidados e estudantes, no qual cada um contribuiu com suas experiências e impressões a respeito dos desafios em relação à aplicação da Lei 10.639/2003, que trata da obrigatoriedade da abordagem da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”.

Em seu discurso de agradecimento, o estudante guineense especializado em políticas públicas Clésio Lacerda, que também integrou a comissão organizadora do evento, falou sobre os desafios e tensionamentos atuais. “A África ainda enfrenta diversas clivagens em quase todo seu circuito. Por isso, é importante criarmos o diário de retorno à terra natal, a fim de continuarmos a luta começada pelos nossos gloriosos combatentes, Kwame Nkrumah, , Amílcar Cabral, Samora Moises Machel, Nelson Mandela, Léopold Sédar Senghor e entre outros. Afinal, para projetar a luz do almejado desenvolvimento é necessária uma ação coletiva que perpassa pela perseverança”, ressaltou.

 

OFICINA DE TRANÇAS AFRICANAS

No inicio da noite, a oficina de tranças nos jardins do Centro de Letras e Artes (CLA) encerrou o evento. O relato de algumas estudantes participantes do programa de como o cabelo revela a força de um pensamento social e os processos de subjetividade humana importantes para a construção de suas identidades.A organização dessa oficina se deu pela importância dada ao cabelo como elemento e fonte de construção pessoal e coletiva para negros africanos e brasileiros na elaboração das identidades negras. 

TRANÇAS AFRICANAS

 

No fim do evento, ficou o desejo de que esse seja o primeiro de muitos encontros para que se avance no debate dos temas abordados e na proposição de outros novos que enriqueçam esse diálogo.